SÍNDROME DO CORAÇÃO PARTIDO

 

PapoSaúde

Cientistas afirmam ter descoberto que é possível tratar a ‘síndrome do coração partido’ com aspirinas ou remédios cardíacos, segundo um estudo publicado pela revista especializada ‘American Journal of Cardiology’.

Os pesquisadores estudaram 70 pacientes com a condição, que atinge principalmente mulheres de meia idade. No estudo, todos os pacientes se recuperaram, a maioria depois do tratamento, mesmo com 20% deles tendo dado entrada no hospital em estado crítico. Segundo o estudo, a condição provavelmente é causada por um aumento nos hormônios do estresse.

A síndrome do coração partido foi descrita pela primeira vez por cientistas japoneses no início dos anos 1990 e tem os mesmos sintomas de um ataque cardíaco: dores no peito e falta de ar. A diferença é que ela parece ser temporária e totalmente reversível, se for tratada rapidamente.

Primavera

Os pacientes estudados eram de dois hospitais em Providence, no Estado americano de Rhode Island, e foram diagnosticados com a síndrome entre julho de 2004 e abril de 2008. Cerca de 67% dos pacientes tinham passado por algum tipo de estresse físico ou emocional – como más notícias sobre um membro da família, uma discussão doméstica, uma doença severa ou um acidente de carro – pouco antes do aparecimento dos sintomas.

Seis deles apresentavam choque induzido por problemas no coração e três tinham ritmos de batimento anormais, que precisavam de tratamento de emergência. Na grande maioria dos casos, a receita médica foi aspirina ou remédios para doenças cardíacas durante a internação no hospital.

Todos os pacientes se recuperaram. Os pesquisadores também descobriram que, diferentemente dos ataques cardíacos que tendem a ocorrer no inverno, os casos de síndrome do coração partido são mais comuns na primavera e no verão.

‘Raramente fatal’

O médico Richard Regnante, do Miriam Hospital, que liderou a pesquisa, diz que o padrão sazonal pode ajudar a entender a doença.

‘Alguns acreditam que seja simplesmente uma forma de enfarte que se ‘aborta’ a si mesmo cedo e, por conta disso, não deixa nenhum dano permanente no coração’, afirma Regnante. ‘Outros dizem que a síndrome não tem nada a ver com artérias coronárias e é simplesmente um problema com o músculo cardíaco.’

O médico diz ainda que as conclusões do estudo podem ajudar cardiologistas dos departamentos de emergência a cuidar dos pacientes com a condição. De acordo com Regnante, a síndrome raramente é fatal, desde que o paciente tenha acesso aos cuidados críticos nas primeiras 48 horas depois de apresentados os sintomas. O médico e sua equipe agora estão recrutando pacientes com a síndrome para um novo estudo, que vai usar imagens de ultrassonografia para examinar se a condição causa danos internos ao coração.
www.uol.com.br

Pela Internet
 

Publicado em Corpo

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Nossos Papos

Todos os Papos