TESTEMUNHA DA RESSURREIÇÃO

 

PapoSério

 

Meu nome é Maria Madalena e me chamam assim porque sou de uma cidadezinha chamada Magdala, que fica localizada na costa ocidental do Mar da Galileia. A minha história com Ele começou de uma maneira bem tumultuada. Eu era uma mulher oprimida por espíritos demoníacos. Um mar de angústia, opressão e tristeza, enchia o meu dia e o tornava tão escuro que não havia para mim esperança.

Comecei a ouvir falar de um homem, um homem diferente. O seu amor pelas pessoas era muito grande. Aqueles que se aproximavam dele eram curados de todos os tipos de enfermidades. Foi isso que fiz, eu o procurei. Com uma autoridade como eu nunca tinha visto ele me libertou de sete demônios. Estes demônios me acorrentavam numa vida sem sentido e cheia de tormenta.

A partir daí, resolvi seguí-lo de perto. Na verdade, fiz mais do que isso. Eu o sustentei com os meus bens e me tornei sua discípula. Eu o segui em todo o seu ministério aqui na terra. Eu estive com ele desde os seus primeiros passos na Galileia, até sua jornada final em Jerusalém. Eu vi o seu cuidado pelas pessoas, eu vi seus ensinamentos, eu vi seus milagres. Eu vi, também, bem de perto, todo o seu sofrimento até chegar ao Gólgota e lá ser crucificado. Como doeu! Na verdade, como dói lembrar daquela cena. O meu Jesus Cristo morto injustamente naquela cruz.

Ao cair da tarde daquele triste dia, chegou um rico homem de Arimatéia chamado José, que também se tornara discípulo de Jesus. Dirigindo-se a Pilatos, pediu o corpo de Jesus. Pilatos ordenou que lhe fosse entregue. José tomou o corpo, envolveu-o num lençol limpo de linho, e o colocou num sepulcro novo. Este sepulcro, ele havia mandado cavar em uma rocha. Rolou uma grande pedra sobre a entrada do sepulcro, e se retirou. Tudo isso aconteceu, enquanto eu e a outra Maria acompanhávamos de perto.

No primeiro dia da semana, era costume nosso embalsamar os nossos mortos. Então bem cedo, eu, Salomé e a outra Maria, fomos comprar especiarias para ungir o corpo de Jesus. Nossa dúvida era saber quem tiraria a pedra que fechava o sepulcro, pois ela era enorme. Ao chegarmos ao túmulo, para surpresa nossa, a pedra havia sido removida e o corpo não estava lá. Um homem de branco nos lembrou: Jesus anunciara que no terceiro dia ressuscitaria. Corremos aos outros para contar o que havia acontecido.

Pedro e João correram para o sepulcro. João pára na entrado do túmulo e não entra. Pedro, não, sempre mais afoito, entra no túmulo e só encontra as faixas de linho e o lenço que cobria a cabeça de Jesus. Contudo, seu corpo não estava lá.  Interessante, o lenço estava dobrado à parte, separado das faixas de linho.
Tudo isso que eu contei, foi, sem dúvida alguma, uma experiência muito forte e marcante. Entretanto, você não tem ideia do que me aconteceu logo depois. Com certeza, foi a melhor experiência da minha vida. A minha história é contada a partir daí.

Pedro e João saem e vão se encontrar com os outros discípulos. Eu fico ali sozinha, chorando, cheia de dúvidas e inquietações. Onde estava o corpo de Jesus?

Alguém se aproxima de mim e puxa um papo. Eu penso que era o jardineiro. Ele me trata como uma pessoa comum, alguém que não me conhece, e me chama somente de MULHER. Depois me pergunta: ‘porque você chora? Quem você procura? Respondo o óbvio: ‘levaram embora o meu Senhor e eu não sei onde o puseram’.
Ele, contudo, não vai embora e fica ali ao meu lado como se quisesse algo mais. Eu não entendo o porquê disso, mas nem perco tempo. Permaneço ali, focada nas minhas dúvidas e inquietações. Será que nada disso foi verdade? Algo tão bom tem que durar tão pouco? Eu havia sido curada das tormentas demoníacas, mas quem me curou estava morto, Será que tudo voltaria como antes? Onde está o corpo dele? Eu preciso saber.

No meio do tumulto que invadia a minha mente, ouço alguém me chamar pelo nome. O tratamento genérico de ‘Mulher’, passou para o tratamento pessoal. Os questionamentos se dissipam como a neblina da manhã com a chegada do sol.  Como se eu, sufocada por uma multidão de coisas ruins, de pensamentos negativos, de sentimentos maus, com a esperança destruída, e alguém pedindo licença, retirasse todos essas emoções negativas. Abriu uma passagem na insegurança, chegou à minha frente com uma simples palavra: ‘Maria’.

Quem é esse que me chama pelo nome? Meus olhos, então, se abriram. Eu deixei de ser uma simples mulher. Fui acolhida, no meio da minha maior luta, fui achada por uma pessoa que me conhecia, que sabia do meu passado, das minhas piores feridas, dos meus mais feios pecados, das minhas maiores lutas, e ainda assim me amava incondicionalmente. Ele me chamou pelo nome e eu nunca mais fui a mesma.

Saí dali e corri direto ao lugar onde os outros discípulos se encontravam. Cheguei na sala e falei: ‘Eu vi o Senhor. Eu vi o Senhor. Ele está vivo. Ele me chamou pelo nome’.
Que dia foi aquele! Que experiência foi aquela! Bom… Essa é a história dele comigo, essa é a minha história.
E você, qual é a sua histórica com ele? Você já tem uma? Ele já chamou você pelo nome?

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